Igreja Matriz de Nossa Senhora da Escada e São Benedito - Guararema

 

Musicas Liturgicas (saiba mais...)



 






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Lembramos alguns aspectos importantes que contribuem para a grandeza do mistério celebrado.

1. A importância da letra na música litúrgica - a letra tem a primazia, a música está a seu serviço.
A descoberta da beleza de um canto litúrgico passa necessariamente pela análise cuidadosa do
conteúdo do texto e da poesia. A beleza estética não é o único critério. Muitas músicas cantadas em
nossas liturgias estão distanciadas do contexto celebrativo. “Verdadeiramente, em liturgia, não
podemos dizer que tanto vale um cântico como outro; é necessário evitar a improvisação genérica
e o canto deve integrar-se na forma própria da celebração” (SCa 42). Não é possível cantar qualquer
canto em qualquer momento ou em qualquer tempo. O canto “precisa estar intimamente vinculado
ao rito, ou seja, ao momento celebrativo e ao tempo litúrgico” (DGAE 76). Antes de escolher um canto
litúrgico é preciso aprofundar o sentido dos textos bíblicos, do tempo litúrgico, da festa celebrada
e do momento ritual.

2. A participação da assembléia no canto -
 
o Concílio Vaticano II enfatiza a participação ativa,
consciente, plena, frutuosa, externa e interna de todos os fiéis (cf. SC 14). O canto litúrgico não é
propriedade particular de um cantor, animador, ou de um seleto grupo de cantores. A liturgia permite
alguns momentos para solos (tanto vocais quanto instrumentais), porém a assembléia deve ter
prioridade na execução dos cantos litúrgicos. O animador ou o cantor tem a importante missão,
como elemento intrínseco ao serviço que presta à comunidade, de favorecer o canto da assembléia,
ora sustentando, ora fazendo pequenos gestos de regência, contribuindo para a participação ativa
de toda a comunidade celebrante.

3. Cuidado com o volume dos instrumentos e microfones - em muitas comunidades, o excessivo
volume dos instrumentos, como também a grande quantidade de microfones para os cantores,
às vezes, não contribuem para um mergulho no mistério celebrado, antes, provocam a agitação
interior e a dispersão, além de inibir a participação da assembléia no canto. Pede-se cuidado com o
volume do som, a fim de que as celebrações sejam mais orantes , pois tudo deve contribuir para a
beleza do momento ritual.

4. Cultivar uma espiritualidade litúrgica - os cantores e instrumentistas exercem um verdadeiro
ministério litúrgico (SC 29). A celebração não é um momento para fazer um show, para
apresentação de qualidades e aptidões. Os cantores e instrumentistas devem, antes de tudo,
mergulhar no mistério, ouvir e acolher com a devida atenção a Palavra de Deus e participar
intensamente de todos os momentos da celebração.  Música litúrgica e espiritualidade litúrgica
devem andar juntas, são duas asas de um mesmo vôo, duas nascentes de uma mesma fonte.


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